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Visto D7 Portugal 2026: reformados e rendimentos passivos

Atualizado a · Verificado nas fontes oficiais

Resposta rápida: O visto D7 é o visto de residência para reformados e pessoas que vivem de rendimentos próprios (rendas, aplicações financeiras, propriedade intelectual). É preciso provar rendimentos regulares disponíveis em Portugal, tendo como referência o salário mínimo (920 € em 2026). A taxa do visto é de 110 € e, já em Portugal, pede-se a autorização de residência na AIMA.

O visto D7 é a designação popular do visto de residência para reformados e pessoas que vivem de rendimentos próprios. É muito procurado por aposentados brasileiros e por quem tem rendimentos passivos — rendas de imóveis, dividendos, juros ou direitos de autor.

O site oficial do MNE não usa a sigla «D7»; fala em «fixação de residência de reformados, religiosos e pessoas que vivam de rendimentos». A sigla é usada na linguagem corrente e por alguns centros de pedidos; confirme sempre o motivo do visto e não apenas a sigla.

Quem pode pedir o visto D7?

Perfil Exemplo de rendimento
Reformado / aposentado Pensão do INSS, de fundo privado ou de outro país
Rendimentos de bens imóveis Aluguer de apartamentos
Rendimentos de bens móveis / aplicações financeiras Dividendos, juros, fundos
Propriedade intelectual Direitos de autor, royalties

O visto destina-se a quem quer fixar residência em Portugal por mais de um ano.

Quanto rendimento é preciso?

A Portaria n.º 1563/2007 e o MNE usam como referência a retribuição mínima mensal garantida, que em 2026 é 920 € (Decreto-Lei n.º 139/2025):

Membro do agregado % Valor mensal 2026
Requerente 100% 920 €
Cada adulto adicional 50% 460 €
Cada menor ou filho maior a cargo 30% 276 €

Exemplo: casal de reformados → 920 + 460 = 1 380 € por mês.

O MNE não indica, para reformados e pessoas que vivem de rendimentos, por quantos meses os meios devem estar assegurados nem se é exigido um saldo bancário mínimo. Confirme com o consulado ou centro de pedidos antes de submeter.

Que documentos são pedidos?

Gerais (MNE):

Específicos:

Para provar os rendimentos, a AIMA aceita certidão da entidade que paga a reforma ou documento da entidade processadora de aplicações financeiras, mediante declaração autenticada.

Também vai precisar, na prática, de NIF. A lista publicada pelo MNE não inclui prova de alojamento, mas o consulado pode pedir documentos adicionais; e, já em Portugal, a AIMA pede declaração de morada (com declaração do senhorio ou certidão de registo predial).

Passo a passo

  1. Peça o NIF português (pode ser com representante fiscal).
  2. Abra conta bancária em Portugal e transfira ou direcione os rendimentos.
  3. Reúna os documentos com apostila e tradução quando necessário.
  4. Agende no consulado ou prestador externo e submeta em pedidodevistos.mne.gov.pt.
  5. Pague a taxa de 110 €.
  6. Aguarde a decisão — prazo legal de 60 dias.
  7. Entre em Portugal (o visto é válido para duas entradas e quatro meses) e compareça na AIMA para a autorização de residência.

A autorização temporária é válida por dois anos e renovável por períodos de três; após cinco anos pode pedir residência permanente.

O que acontece depois de receber o título?

O título D7 é uma autorização de residência temporária como as outras: válida por dois anos e renovável por períodos de três anos. Na renovação terá de provar que continua a ter os rendimentos que justificaram o visto e que tem a situação fiscal e contributiva em ordem.

Também pode, depois, trazer a família ao abrigo do reagrupamento familiar — atenção às novas regras de 2025, que em regra exigem dois anos de residência — ou, em alternativa, pedir desde logo visto de residência para acompanhamento de familiar, no mesmo consulado e ao mesmo tempo.

Como provar a «disponibilidade em Portugal»?

O MNE exige não só que os rendimentos existam, mas que estejam disponíveis em território nacional. Na prática, isto costuma fazer-se com:

  1. Extratos de uma conta bancária portuguesa com saldo ou transferências regulares;
  2. Declaração do banco ou da entidade pagadora de que a pensão ou os rendimentos são transferidos para Portugal;
  3. Documentos autenticados da entidade que paga a reforma ou gere as aplicações.

Erros comuns

Para continuar

Perguntas frequentes

Quanto preciso de ganhar para o visto D7?

A referência oficial é o salário mínimo português (920 € em 2026): 100% para o requerente, 50% por adulto adicional e 30% por criança. Os consulados podem pedir prova para 12 meses.

Posso trabalhar com o visto D7?

O D7 destina-se a quem vive de reforma ou rendimentos próprios. Se o objetivo é trabalhar, deve escolher um visto de trabalho ou de nómada digital.

Preciso de conta bancária em Portugal?

O MNE pede comprovativo da disponibilidade dos rendimentos em território nacional, o que na prática costuma implicar conta em banco português.

Aluguer de imóvel no Brasil conta como rendimento?

Sim, rendimentos de bens imóveis são um dos tipos previstos, desde que comprovados e disponíveis em Portugal.

Fontes oficiais

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